outro artigo do BdP
SEGURANÇA SOCIAL E DESEMPENHO ECONÓMICO EM PORTUGAL*
Alfredo Marvão Pereira**
1. INTRODUÇÃO
A reforma do sistema de segurança social tem estado no cerne da actual discussão de política económica em vários países (...)
texto na íntegra aqui.
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Financiamento das pensões dos funcionários públicos
mais um do BdP sobre segurança social, pensões de reforma "e assim"...
FINANCIAMENTO DAS PENSÕES DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS EM PORTUGAL: ESTIMATIVAS DO IMPACTO DE LONGO PRAZO NAS FINANÇAS PÚBLICAS*
Miguel Gouveia**
Luís Morais Sarmento***
1. INTRODUÇÃO E MOTIVAÇÃO
O primeiro sistema de protecção social em grande escala, em Portugal, foi criado em 1929 para proteger os funcionários públicos. Ainda hoje existe: é a Caixa Geral de Aposentações (CGA). A CGA é um sistema de pensões de grande dimensão no contexto português, quer em termos físicos quer em termos financeiros, apesar de ser mais pequeno que a Segurança Social, já que esta abrange a quase totalidade dos trabalhadores do sector privado.
Alguns números ajudam a comparar os dois sistemas. Em 1998, a Segurança Social tinha 4.3 milhões de beneficiários activos enquanto o número de subscritores da CGA era de 681 mil, o que corresponde a um rácio de 16 por cento. Em 2000, a Segurança Social tinha perto de 2.5 milhões de pensionistas por velhice, invalidez e sobrevivência, enquanto que na CGA eram 428 mil, um rácio (...)
o artigo na íntegra aqui.
FINANCIAMENTO DAS PENSÕES DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS EM PORTUGAL: ESTIMATIVAS DO IMPACTO DE LONGO PRAZO NAS FINANÇAS PÚBLICAS*
Miguel Gouveia**
Luís Morais Sarmento***
1. INTRODUÇÃO E MOTIVAÇÃO
O primeiro sistema de protecção social em grande escala, em Portugal, foi criado em 1929 para proteger os funcionários públicos. Ainda hoje existe: é a Caixa Geral de Aposentações (CGA). A CGA é um sistema de pensões de grande dimensão no contexto português, quer em termos físicos quer em termos financeiros, apesar de ser mais pequeno que a Segurança Social, já que esta abrange a quase totalidade dos trabalhadores do sector privado.
Alguns números ajudam a comparar os dois sistemas. Em 1998, a Segurança Social tinha 4.3 milhões de beneficiários activos enquanto o número de subscritores da CGA era de 681 mil, o que corresponde a um rácio de 16 por cento. Em 2000, a Segurança Social tinha perto de 2.5 milhões de pensionistas por velhice, invalidez e sobrevivência, enquanto que na CGA eram 428 mil, um rácio (...)
o artigo na íntegra aqui.
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Impacto do aumento da idade de reforma das mulheres
outro artigo do BdP sobre as reformas - neste casos, sobre as consequências do aumento da idade de reforma das mulhares
O IMPACTO ECONÓMICO DO AUMENTO DA IDADE DA REFORMA: LIÇÕES DA ALTERAÇÃO LEGISLATIVA DE SETEMBRO DE 1993*
Pedro Martins**
Álvaro Novo***
Pedro Portugal***
1. INTRODUÇÃO
Na generalidade dos países desenvolvidos, os sistemas públicos de pensionamento têm-se confrontado com o aumento da longevidade e com o decréscimo da natalidade das suas populações. Quase invariavelmente, a reacção dos decisores políticos traduziu-se no aumento da idade legal da reforma, isto é, da idade em que os trabalhadores são investidos no direito a receber uma pensão completa; na alteração das fórmulas de cálculo das pensões de forma a contemplar um período mais longo de contribuições;
e na limitação das condições de acesso a esquemas de reforma antecipada.
Apesar da sua proeminência, é muito escassa e dispersa a investigação sobre o impacto económico destas políticas. Neste ensaio será investigada a alteração legislativa ocorrida no mercado de trabalho português que, a partir de 1994, fez aproximar gradualmente a idade de reforma das mulheres, fixada nos 62 anos, à idade de reforma dos homens, até convergir para os 65 anos em 1999. Para o efeito será explorada a riqueza informativa dos registos individuais do Inquérito ao Emprego e dos Quadros de Pessoal, que permitem acompanhar ao longo do tempo o percurso dos trabalhadores e das empresas.
o artigo na íntegra aqui
O IMPACTO ECONÓMICO DO AUMENTO DA IDADE DA REFORMA: LIÇÕES DA ALTERAÇÃO LEGISLATIVA DE SETEMBRO DE 1993*
Pedro Martins**
Álvaro Novo***
Pedro Portugal***
1. INTRODUÇÃO
Na generalidade dos países desenvolvidos, os sistemas públicos de pensionamento têm-se confrontado com o aumento da longevidade e com o decréscimo da natalidade das suas populações. Quase invariavelmente, a reacção dos decisores políticos traduziu-se no aumento da idade legal da reforma, isto é, da idade em que os trabalhadores são investidos no direito a receber uma pensão completa; na alteração das fórmulas de cálculo das pensões de forma a contemplar um período mais longo de contribuições;
e na limitação das condições de acesso a esquemas de reforma antecipada.
Apesar da sua proeminência, é muito escassa e dispersa a investigação sobre o impacto económico destas políticas. Neste ensaio será investigada a alteração legislativa ocorrida no mercado de trabalho português que, a partir de 1994, fez aproximar gradualmente a idade de reforma das mulheres, fixada nos 62 anos, à idade de reforma dos homens, até convergir para os 65 anos em 1999. Para o efeito será explorada a riqueza informativa dos registos individuais do Inquérito ao Emprego e dos Quadros de Pessoal, que permitem acompanhar ao longo do tempo o percurso dos trabalhadores e das empresas.
o artigo na íntegra aqui
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alterações ao Estatuto da Aposentação
um artigo do BdP para PSCS
IMPACTO DAS RECENTES ALTERAÇÕES AO ESTATUTO DA APOSENTAÇÃO*
Maria Manuel Campos**
Manuel Coutinho Pereira**
1. INTRODUÇÃO
A convergência do sistema de pensões dos funcionários públicos, a Caixa Geral de Aposentações (CGA), para o regime aplicável à generalidade dos restantes trabalhadores teve início em 1993. Foi então estabelecido que os subscritores da CGAinscritos a partir de 1 de Setembro desse ano teriam a sua pensão calculada de acordo com as regras vigentes no Regime Geral de Segurança Social. Mais recentemente, em 2005, este processo de convergência conheceu uma aceleração e estendeu-se aos funcionários inscritos antes de Setembro de 1993. De facto, com o propósito de tornar mais sustentável o sistema de segurança social, foi implementada uma profunda revisão das condições de aposentação e da fórmula de cálculo das pensões dos funcionários públicos, que entrou em vigor em Janeiro de 2006 (tendo sido complementada por legislação subsequente em 2007 e 2008)1.
O objectivo do presente estudo é a análise dos efeitos da alteração do Estatuto da Aposentação sobre (...)
artigo na íntegra aqui.
IMPACTO DAS RECENTES ALTERAÇÕES AO ESTATUTO DA APOSENTAÇÃO*
Maria Manuel Campos**
Manuel Coutinho Pereira**
1. INTRODUÇÃO
A convergência do sistema de pensões dos funcionários públicos, a Caixa Geral de Aposentações (CGA), para o regime aplicável à generalidade dos restantes trabalhadores teve início em 1993. Foi então estabelecido que os subscritores da CGAinscritos a partir de 1 de Setembro desse ano teriam a sua pensão calculada de acordo com as regras vigentes no Regime Geral de Segurança Social. Mais recentemente, em 2005, este processo de convergência conheceu uma aceleração e estendeu-se aos funcionários inscritos antes de Setembro de 1993. De facto, com o propósito de tornar mais sustentável o sistema de segurança social, foi implementada uma profunda revisão das condições de aposentação e da fórmula de cálculo das pensões dos funcionários públicos, que entrou em vigor em Janeiro de 2006 (tendo sido complementada por legislação subsequente em 2007 e 2008)1.
O objectivo do presente estudo é a análise dos efeitos da alteração do Estatuto da Aposentação sobre (...)
artigo na íntegra aqui.
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'Conspiração grisalha '
um resumo do livro aqui.
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Manuela Silva - Crescimento e pobreza
descobri este texto da Manuela Silva, que talvez interesse para PSCS
Crescimento económico
e pobreza em Portugal (1950-74)**
é da Análise Social de 1982, e está aqui
abre com esta citação do Seers, sobre desenvolvimento e crescimento:
Começa assim:
Ao contrário do que vem sucedendo em outras latitudes, designadamente na América Latina, onde existe hoje uma literatura relativamente abundante e de qualidade acerca da avaliação das experiências de desenvolvimento realizadas nos países dessa área geográfica em função do binómio crescimento/repartição, entre nós, as análises feitas não têm, até agora, privilegiado e menos ainda aprofundado um tal enfoque.
O silêncio que tem pesado sobre esta questão deve-se a múltiplas razões: o contexto político de repressão social que prevaleceu até 1974, a ausência de estatísticas adequadas, a própria orientação teórica (e ideológica) dos economistas de profissão.
Quanto a esta última, importa precisar que a axiomática neoclássica de que dependeu a formação de várias gerações de economistas supõe que o crescimento económico é função do investimento e este função da poupança e ainda que o nível de poupança está relacionado com a concentração do rendimento. Num tal quadro teórico, a desigualdade é considerada uma situação inevitável nas fases iniciais do crescimento,
admitindo-se que irá sendo gradualmente corrigida à medida que se dá o progresso económico, ...
Crescimento económico
e pobreza em Portugal (1950-74)**
é da Análise Social de 1982, e está aqui
abre com esta citação do Seers, sobre desenvolvimento e crescimento:
Desenvolvimento é inevitavelmente um termo normativo e devemos interrogar-nos sobre as condições necessárias para um objectivo(D. Seers, 1969)
universalmente aceite — a realização da personalidade humana.
As questões sociais que podem colocar-se acerca do desenvolvimento de um país são portanto: o que tem acontecido relativamente à pobreza? O que tem acontecido relativamente ao desemprego? O que tem acontecido relativamente à desigualdade? Se estes três fenómenos têm diminuído com o aumento dos rendimentos, então tem sido
um período de desenvolvimento para o país em questão. Se um ou dois destes fenómenos se têm degradado, e especialmente se se têm degradado os três, será absurdo chamar ao resultado «desenvolvimento », mesmo se o rendimento per capita duplicar.
Começa assim:
Ao contrário do que vem sucedendo em outras latitudes, designadamente na América Latina, onde existe hoje uma literatura relativamente abundante e de qualidade acerca da avaliação das experiências de desenvolvimento realizadas nos países dessa área geográfica em função do binómio crescimento/repartição, entre nós, as análises feitas não têm, até agora, privilegiado e menos ainda aprofundado um tal enfoque.
O silêncio que tem pesado sobre esta questão deve-se a múltiplas razões: o contexto político de repressão social que prevaleceu até 1974, a ausência de estatísticas adequadas, a própria orientação teórica (e ideológica) dos economistas de profissão.
Quanto a esta última, importa precisar que a axiomática neoclássica de que dependeu a formação de várias gerações de economistas supõe que o crescimento económico é função do investimento e este função da poupança e ainda que o nível de poupança está relacionado com a concentração do rendimento. Num tal quadro teórico, a desigualdade é considerada uma situação inevitável nas fases iniciais do crescimento,
admitindo-se que irá sendo gradualmente corrigida à medida que se dá o progresso económico, ...
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