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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Comércio mundial. Qual comércio?!

World trade suffers biggest drop since 1945

World trade fell by 12 per cent last year — the biggest drop since the Second World War — according to the World Trade Organisation (WTO).

The level of trade between nations had been expected to decline by 10 per cent in 2009.

Pascal Lamy, the director-general of the WTO, said the sharp fall made it “economically imperative" to conclude the Doha Round international trade talks this year.

The negotiations, which began in 2001 and are currently at a standstill, are aimed at removing barriers to trade for poor nations by striking a deal that would cut agriculture subsidies and tariffs on industrial goods.

The figures emerged as official figures confirmed that the German economy, the biggest in Europe, had stagnated in the fourth quarter of last year after 0.7 per cent growth in GDP between July and September, adding further pressure to the euro, which has been battered by recent weeks over Greece's ability to reduce its debt.

It also dimmed hopes that Germany might be able to bail out Greece.

Germany's public deficit was also revised upwards to €79.3 billion (£70 billion), or 3.3 per cent of GDP, from an initial estimate of 3.2 per cent.

Under the European Union’s Stability and Growth Pact, EU members are supposed to run deficits no larger than 3 per cent of GDP, and work towards a balance or even a surplus in times of economic growth.

em http://business.timesonline.co.uk/tol/business/economics/article7038951.ece

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

EUA VS VIETNAME...desta vez na vertente económica!

Desde que me lembro que os Estados Unidos da América são a favor da desregulação dos mercados tanto a nível doméstico como a nível internacional. Nesse âmbito, através da leitura do livro “Making globalization work” de Joseph Stiglitz, constato que a ideologia, levada à prática, não é assim tão linear.

Como vem descrito no livro, o Vietname, em meados dos anos 90, começou a exportar peixe-gato para os EUA. Depressa o mercado norte-americano se tornou no melhor mercado externo para o Vietname, mais concretamente, as exportações vietnamitas deste produto detinham, na altura, 20% do mercado norte-americano. Os produtores norte-americanos não ficaram muito contentes e fizeram pressão para que o Congresso aprovasse uma lei que proibisse o peixe-gato proveniente do exterior de ser vendido com esse nome (catfish). Face a isto, o Vietname passa a exportar para os EUA o mesmo produto, no entanto, com o nome de Basa, que era conotado como sendo um peixe-gato de qualidade superior ao vendido pelos produtores norte-americanos e visto como um produto exótico estrangeiro. Desta vez, o produto vietnamita não estava apenas a “tirar” mercado aos produtores domésticos, estava também a ser vendido a um maior preço que anteriormente. A reacção dos EUA não se fez esperar, sendo desta vez, ainda mais agressiva, já que no falhanço de uma barreira não tarifária, usaram outra, acusando o Vietname de estar a vender abaixo do preço de custo, o denominado dumping.

Segundo Stiglitz, para um país impor uma medida anti-dumping pode usar como referência, não os custos de produção no país “réu”, mas sim os custos de produção de outro país à escolha. Devido a este paradigma, todas as medidas anti-dumping que um país desenvolvido impuser contra um país em desenvolvimento poderão ser confirmadas em tribunal já que os custos tendem a ser maiores nos países desenvolvidos que nos países em desenvolvimento (pelo menos neste caso). Para ser bem sucedido basta o país que quiser impor medidas anti-dumping usar como referência a estrutura de custos de um país que tenha elevados custos na produção do produto em causa.